SUS: haja ousadia para mudar!

Todos os que defendem o SUS, como é o meu caso, concordamos que mesmo com todos os seus acertos ele ainda precisa ser melhorado em muitos aspectos. Mas isso é apenas uma meia verdade, pois para um tanto de gente, a simples menção de se cancelar ou reescrever alguns dos dispositivos que regem o sistema causa temor e repulsa, quando nada acusações de heresia e traição aos ideais do SUS. Mas não são poucos os exemplos de dispositivos legais que simplesmente “não pegaram” (como se dizia antigamente da vacina antivariólica) ou simplesmente são inaplicáveis ou não passíveis de regulamentação. Continue Lendo “SUS: haja ousadia para mudar!”

O SUS vive!

O tradicional “Complexo de Vira-lata” que assola os brasileiros, expressão inventada por Nelson Rodrigues nos anos 50, quando o Brasil perdeu a Copa do Mundo para o Uruguai (e ele nem soube dos 7 x 1 da Alemanha sobre nós, muitos anos depois…) às vezes impede nossos patrícios de enxergarem as coisas boas que acontecem por aqui. O site da UOL, às vezes associado à “imprensa golpista” por alguns setores ideológicos, acaba de trazer uma matéria que faz grande justiça ao nosso SUS, que realiza, sem dúvida, algumas ações realmente inovadoras e até dignas de destaque mundial.   Continue Lendo “O SUS vive!”

Saúde na Mídia/maio 2018: seria o DF um lugar violento?

Tirando a paralização dos caminhoneiros e seus reflexos sobre a saúde de nossa cidade, inclusive a polêmica medida da SES-DF de suspender alguns tipos de atendimento Já comentada antes aqui (veja: https://saudenodfblog.wordpress.com/2018/05/26/como-se-ja-nao-nos-bastasse-o-locaute/ ), o assunto da área da saúde mais frequente na mídia local no mês de maio último foram os acidentes de trânsito. Gente idosa foi atropelada, um bebê foi atirado para fora do carro, as estradas forneceram a sua cota habitual de fatalidades. Mas afinal de contas, seria o DF um lugar realmente violento? O que dizem as estatísticas? O senso comum acredita que a resposta é sim. Mas nem tudo é o que parece. Vejamos… Continue Lendo “Saúde na Mídia/maio 2018: seria o DF um lugar violento?”

Como se já não nos bastasse o locaute…

Leio na mídia que serviços prestados à população pela rede da SES-DF, como o atendimento da atenção primária, cirurgias e consultas estarão suspensos até que os caminhoneiros, ditos “em greve”, resolvam pensar um pouco mais nas necessidades dos cidadãos, imensa maioria, aliás, que não pertencem a tal categoria profissional – respeitável, por sinal. Enquanto isso, servidores serão realocados e o SAMU só atenderá casos de emergências, e mesmo assim se forem graves. Continue Lendo “Como se já não nos bastasse o locaute…”

Bastam algumas horas à beira de um leito…

Cláudia Collucci, repórter especializada na área da saúde, jornalista séria cujas matérias acompanho há tempos, nos revela na FSP de 22 de maior de 2018 que a cada três minutos, mais de dois brasileiros morrem em hospitais por evento adverso. Ela nos relata o drama que viveu ao acompanhar seu pai, internado em um hospital de Ribeirão Preto, SP, presenciando uma série de falhas de procedimentos nos três dias em que ali ficou “internada” como acompanhante. Fico imaginando o quanto o mesmo que a jornalista presenciou acontece, não só em Ribeirão Preto, mas também no Rio, São Paulo, Brasília, em toda parte do Brasil e do mundo, enfim, todo dia, toda hora… Há soluções? Claro! Mas como disse Collucci: “bastam algumas horas na beira do leito para perceber que ainda há uma enorme distância entre a teoria e a prática”. Continue Lendo “Bastam algumas horas à beira de um leito…”