Tem remédio?

Matéria do Correio Braziliense do dia dois de maio (2018) nos alerta que há falta grave de medicamentos de alto custo nas farmácias mantidas pela SES-DF. Isso chega a 25% dos 200 itens oferecidos pelo sistema público, com carências específicas para doenças como anemia associada à insuficiência renal crônica, rejeição de órgãos transplantados, artrite reumatoide, asma, leucemia, doenças inflamatórias do intestino, antidepressivos, Doença de Parkinson, doenças pulmonares, esquizofrenia e por aí vai. Segundo a matéria, estima-se que seriam  necessários pelo menos R$ 270 milhões para comprar tais medicamentos em 2018, valor que se soma aos R$ 15 milhões que Ministério da Saúde destina à SES-DF para tal finalidade. O Executivo local garante que todos os processos de compra estão em dia, mas não há prazo para os estoques serem regularizados. O repórter Otavio Augusto me pediu uma entrevista, a que eu acedi de bom grado, como sempre faço. Mas, talvez, pela pressa habitual nas redações, foi destacado apenas o meu comentário sobre a questão orçamentária da SES-DF, mas eu disse muito mais… Quer saber? Continue Lendo “Tem remédio?”

Governabilidade e controlose – também no DF

<<A governabilidade administrativa não depende apenas do Executivo. Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas são sócios da governabilidade do país. A guerra de facções corporativas, a disputa por recursos e a concorrência pelo poder precisam ser contidas pelas instituições do país. O corporativismo, o voluntarismo, o messianismo e o punitivismo precisam ser enfrentados para o país caminhar na direção de uma nova normalidade, aderente às práticas do regime democrático, sem prejuízo do combate à corrupção e da modernização da gestão pública.>> Ao ler o texto acima você, com certeza, pensou no DF, verdade? Com essa sequência de obstruções sobre a saúde. promovidas por juízes, promotores e tribunal de contas… . Texto escrito pelo diretor da ENAP, Francisco Gaetani e se aplica perfeitamente à nossa cidade – e infelizmente a quase todo o país… Saiba mais. Continue Lendo “Governabilidade e controlose – também no DF”

Justiça tóxica

Enquanto Trump procura armas químicas na Síria, efeitos tóxicos de algo parecido fazem estrago no Brasil e, particularmente, nos últimos dias, no Distrito Federal. Eis que promotores e juízes se juntam para embargar, impedir, confundir, atrapalhar, enfim, o funcionamento da gestão da saúde em nossa cidade, com efeitos deletérios de uma real “destruição em massa”. O corajoso texto abaixo, de autoria do Secretário de Saúde Humberto Fonseca, que prima pela sinceridade e pela indignação, aspectos nem sempre presentes no discurso das autoridades, diz tudo. Até quando? Continue Lendo “Justiça tóxica”

Sobre a má distribuição de médicos no DF: algumas hipóteses

O Conselho Federal de Medicina, com o apoio institucional do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, acaba de lançar a versão 2018 do estudo Demografia Médica, com valiosas informações sobre o número e a distribuição de médicos no Brasil. Entre outras constatações do estudo, podem ser destacadas: (a) é inédito o crescimento da população médica brasileira que ocorreu nas últimas décadas, sendo que o total de médicos aumentou em ritmo três vezes maior do que o de cidadãos brasileiros; (b) continua grande a concentração de profissionais nas regiões mais desenvolvidas, nas capitais e no litoral; (c) só o estado de São Paulo concentra 21,7% da população e 28% do total de médicos do País; (d) o Distrito Federal tem a razão médicos por mil habitantes mais alta do país; (e) entre os quase meio milhão de médicos há cada vez mais mulheres e jovens entre eles; (f) as capitais têm quatro vezes mais médicos do que os municípios do interior; (g) seis em cada dez médicos no país possuem pelo menos um título de especialista e apenas quatro especialidades concentram 39% dos especialistas do país. Continue Lendo “Sobre a má distribuição de médicos no DF: algumas hipóteses”