O SUS que dá certo (também no DF…)

A Secretaria de Estado de Saúde do DF promoveu, em dezembro de 2017, uma grande mostra de experiências em diversos campos das práticas de saúde, realizadas em suas unidades ambulatoriais, hospitalares e complementares, além de instituições parceiras e associadas. Assim, mesmo em tempos de crise, ainda é factível pensar e implementar instrumentos para o aprimoramento dos processos de trabalho na gestão e na atenção à saúde, deixando ainda como marco a valorização e a motivação não só dos servidores em geral, mas também reforçando laços com instituições parceiras e usuários dos serviços de saúde., abrindo caminho para o estímulo, o compartilhamento e a transferência de tecnologias entre os setores e unidades envolvidos. Finalmente agora, em dezembro de 2018, é lançada a versão definitiva do Relatório da Mostra, que pode ser acessado gratuitamente no link ao final. Numa época de descrédito e desvalorização do SUS, como a que vivemos atualmente, nada melhor do que uma notícia dessas para reavivar nossas esperanças em um sistema de saúde cujo oposto é – nunca é demais dizer – a barbárie sanitária. Continue Lendo “O SUS que dá certo (também no DF…)”

SUS 30 anos (mas no DF começou antes…)

O ano de 2018 é marcante para a saúde. Não só o SUS faz 30 anos como a Declaração de Alma Ata, uma de suas fontes inspiradoras, faz 40 e talvez a própria concepção do sistema de saúde da Capital Federal, então em construção, deve estar fazendo 60. Ao mesmo tempo, na saúde do Brasil atual, o tempo fecha no horizonte, com ameaças de cortes maiores ainda de gastos, o novo Ministro da Saúde recém nomeado defendendo a privatização e o próprio presidente eleito afirmando que o dinheiro que se gasta na saúde já é demasiado. Nada é perfeito… Mas tal data sem dúvida merece, se não grande comemoração, pelo menos algumas reflexões. Continue Lendo “SUS 30 anos (mas no DF começou antes…)”

De Alma Ata a Astana

Em 1978, no longínquo Cazaquistão, mais precisamente em uma cidade de lindo nome, Alma-Ata, realizou-se uma conferência internacional, patrocinada pela Organização Mundial da Saúde, tendo como tema a Atenção Primária à Saúde, que no Brasil é mais conhecida como Atenção Básica. Como é de praxe em tais ocasiões, uma declaração formal foi preparada e até hoje é muito comentada em todo o mundo. Nela, em uma dezena de tópicos, se apelou para que os governos, especialmente dos países em desenvolvimento, bem como outras entidades e organizações, se empenhassem em encontrar soluções urgentes para transformar a promoção da saúde como uma das prioridades da nova ordem econômica internacional. O lema de então era: Saúde para todos no ano 2.000. Pois bem, o referido ano já chegou, já se vão quase duas décadas. E aquela generosa “saúde para todos” ainda é, lamentavelmente, apenas “saúde para poucos”. Mas a esperança é a última que morre…
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Temos novo governador: e agora?

O fenômeno já está sendo tratado como um case pelos cientistas políticos. Afinal, como é que alguém, em poucas semanas, abandona os meros “traços” de incidência de votos nas pesquisas eleitorais e ganha a eleição com mais de 70% das preferências? Realmente incrível… Certamente é mais uma combinação daquilo que Maquiavel chamou de fortuna (nos dois sentidos da palavra: dinheiro e sorte) e virtude (ou pelo menos a capacidade de estar presente em momento e lugar adequados, além de sintonizado com as expectativas dos eleitores). Mas o certo – e incontestável – seja bom ou ruim; estranho ou corriqueiro é que Ibaneis está eleito. Assim quiseram seus eleitores. Respeitemo-los… Mas o que diz ele da saúde? Isso é o que nos interessa no momento. Continue Lendo “Temos novo governador: e agora?”