Vocês são capazes de imaginar o sistema de saúde do Df como uma máquina lubrificada e bem funcionante, ao contrário da balbúrdia e do empurra-empurra que domina o terreno atualmente? Difícil, não é? O contrário disso seria uma rede articulada de serviços, na qual as pessoas seriam (bem) atendidas inicialmente em Centros de saúde de seus bairros, depois de serem avaliadas ou tratadas por médicos generalistas e respectivas equipes de saúde e só então seriam encaminhadas aos serviços de emergência. E estes, por sua vez, não precisariam se ocupar da dissolução das filas contumazes, considerando que só teriam acesso a eles aqueles pacientes que realmente necessitassem de cuidados de emergência, já que teriam sido previamente acolhidos e orientados em unidades de menor poder tecnológico, mas de grande capacidade resolutiva. As pessoas seriam registradas e ficariam sob responsabilidade dos serviços locais de saúde. Quando mudassem de bairro, iriam naturalmente ao novo Centro de Saúde levar sua ficha para se inscrever e passar a fazer parte da lista de pacientes sob responsabilidade não só do médico de família como da equipe local. E os profissionais ganhariam adicionais em seus salários não pelo mero número de consultas atendidas, mas pela capacidade demonstrada em reduzir as complicações da diabete, da hipertensão arterial da vida sedentária, do tabagismo. E, principalmente, em função da avaliação positica que recebessem dos que ali foram atendidos. Continue Lendo “Você conhece Bandeira de Melo?”
