Em post recente neste blog (https://saudenodfblog.wordpress.com/2018/09/19/saude-nas-eleicoes-2018/), destacamos algumas análises realizadas por especialistas a respeito dos planos de governo em saúde dos candidatos à Presidência da República. Eles apontam um verdadeiro festival de platitudes e generalizações, traduzindo pouco compromisso dos candidatos com a questão. Quando se tratava de apontar as fontes de recursos para algumas promessas mirabolantes, aí então, era “tela preta”. E no DF, como vamos? Dei-me ao trabalho de analisar o material que foi registrado no TRE, mesmo sabendo que ali muita coisa é apenas formal, pois depois das eleições tudo muda (não é Dona Dilma?). Aliás, da parte de alguns candidatos nem isso, pois seus documentos simplesmente não abriram ao serem clicados, como é o caso de Rodrigo Rollemberg, Julio Miragaya e Alexandre Guerra. Mas vamos ao que foi possível obter… Continue Lendo “Saúde nas eleições 2018 – o caso do DF”
Saúde nas eleições 2018
Estamos a pouco mais de duas semanas das eleições e a saúde, que tem sido apontada como uma das principais prioridades dos brasileiros, está longe de ocupar um lugar de destaque nos planos dos candidatos à Presidência da República. No DF é a mesma coisa. O que se vê, aqui e no plano federal é um festival de platitudes e generalizações, ou seja, pouco ou nenhum compromisso. Pesquisas do Datafolha têm traçado um panorama sombrio sobre tal questão. Em próximo artigo analisaremos a situação local. Continue Lendo “Saúde nas eleições 2018”
O Candidato, o SUS, as Misericórdias…
Muita ênfase foi dada nos últimos dias ao fato de ter sido o candidato a presidente Bolsonaro ter sido atendido, após o atentado que sofreu, em um “hospital do SUS”, a Santa Casa de Juiz de Fora. Os comentários variaram, desde a constatação do valor irrisório pago pela cirurgia na tabela oficial, coisa de menos de 400 reais, valor a ser dividido entre toda a equipe, até a denúncia de que o candidato já teria dito antes que o dinheiro da saúde destinado ao SUS é mais do que suficiente. Como sempre acontece em ocasiões catastróficas de qualquer natureza, é preciso deixar passar algumas ondas (de sangue, de infecção, de lama, de posts em redes sociais diversas etc) para se ter clareza a respeito do que se fala no calor da hora. Continue Lendo “O Candidato, o SUS, as Misericórdias…”
Ainda a “conversão”…
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal orgulhosamente divulga sua integração à iniciativa da Organização Pan-Americana da Saúde denominada Laboratório de Inovação em Atenção Primária à Saúde – APS Forte, desenvolvido em conjunto com as secretarias de saúde de Porto Alegre e Teresina, com apoio do Ministério da Saúde. É justa tal comemoração, que significa a possibilidade de divulgar por todo o país e mesmo fora dele o rumo das mudanças na atenção primária local (Estratégia Saúde da Família) em nossa cidade, em vias de expansão para parcelas cada vez maiores da população, seguindo as tendências de melhores práticas baseadas em evidências científicas relativas à organização da atenção à saúde. Atualmente, cerca de dois terços da população brasileira está coberta pela Saúde da Família. No DF, entretanto, a expansão foi tardia, pois ainda em 2015 a cobertura populacional era de apenas 28%, porém alcançando 65% já em junho de 2018.
Conserto em Ré…
Antes que algum leitor reclame que eu troquei “concerto” por ”conserto”, esclareço: estou falando é daquilo que o Houaiss considera como “restauração ou recomposição de coisa rasgada, descolada, partida, deteriorada” e não de um tipo de peça musical. E aproveitando, “ré”, aqui, não é a nota que vem depois do dó e antes mi, mas sim a marcha para trás. Eis a combinação de palavras que me veio à mente quando li que a candidata a governadora do DF, Fátima Sousa, defendeu, em reunião sindical, simplesmente a estatização de todas as áreas da saúde no DF. Está em matéria do Boletim do SindSaúde (ver link ao final), instituição na qual tal discurso deve causar grande agrado. Disse ela: “No meu governo, eu não vou deixar que nenhum serviço seja privatizado. Quem lhes diz isso é uma filha do SUS”. A candidata disse também que a saúde mental e redução da jornada de trabalho dos servidores será prioridade em sua gestão. E deixou a promessa: “Vamos também trabalhar pelo aumento salarial para que tenham condições de vida melhor e diminuição da carga horária de trabalho”. Música para os ouvidos presentes… Enfermeira e acadêmica da área de saúde que é, Fátima manifesta posições no mínimo anacrônicas ou irrealizáveis. Continue Lendo “Conserto em Ré…”
