A frase acima é minha mesmo e há anos venho refletindo e acrescentando exemplos a ela. Isso porque na Saúde, juntamente com o Futebol, o senso comum, ou, se quiserem, as opiniões de gente que não compreende e domina de fato tais atividades, sejam mais frequentes – e além disso, equivocadas. Não estou querendo dizer que saúde é coisa só para médicos, enfermeiros e outros profissionais. Nada disso! O que pretendo defender aqui e agora é que Saúde é algo que ultrapassa – e muito! – tais campos profissionais, mas que ao mesmo tempo depende de conhecimento e de coerência, em oposição àquelas afirmativas sem pé nem cabeça que a gente ouve desde sempre e por todo lado. Vox populi, vox dei, já diziam os antigos romanos (devem ter sido eles mesmos…), mas trocar Deus (ou a Ciência) pelo que diz o homem-da-rua, assim, tão simplesmente, sem maiores considerações e intermediações, é algo arriscado e que tem gerado muito mal entendido por aí. Os políticos, por exemplo, adoram repetir essas coisas e mesmo fazer delas suas plataformas eleitorais. Ter informação adequada é tudo – e nem todo mundo a tem! Dito isso, vai nas linhas seguintes uma série de afirmativas ao gosto do famigerado senso comum, que até pode ser coisa respeitável por um lado, mas por outro, não muito confiável em determinadas circunstâncias. Como tentarei demonstrar nos comentários a seguir, sob a forma de decálogo (que poderia contar, entretanto, com muitos outros tópicos).
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