Navegar é preciso…

A cidade de Niterói é às vezes lembrada de maneira depreciativa, principalmente pelos seus vizinhos do outro lado da Baia de Guanabara, como a cidade onde “urubu voa de costas” ou então aquela em que a grande atração é o que se avista de lá, ou seja, a orla do Rio de Janeiro. Não entremos no mérito, isso cheira a preconceito e até despeito. Porque na saúde, Niterói, sem dúvida, tem dado direitinho seu recado. Nesta cidade, nos remotos anos 70 já ocorria um programa de unificação e integração em saúde, o Projeto Niterói, anterior ao SUS portanto (e com vários de seus conteúdos), com participação da Prefeitura, da Universidade, do Estado e de outras entidades locais. Como se não bastasse, foi uma das primeiras cidades do Brasil a implantar o Programa de Saúde da Família, antes mesmo de ele existir com este nome, trazendo para tanto a assessoria de médicos cubamos.  E a cidade agora nos traz outra novidade de peso: a implementação de um “Navegador Clínico” em sua rede de serviços, ou seja, um profissional de saúde de nível superior a quem será dada uma nova função: a de garantir que procedimentos médicos adequados sejam oferecidos aos pacientes também em tempo adequado. Parece pouca coisa, mas tem muito significado e impacto. Este é o Navegador Clínico, que terá também o papel de mobilizar toda a rede de cuidados, tanto de saúde quanto de outras redes intersetoriais para garantir todo o apoio ao paciente portador de câncer.

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