A ideia do Ministério da Saúde na virada da primeira década deste século (nos bons tempos em que o Brasil tinha ministros da saúde de verdade), de criar as chamadas Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s), certamente era preencher o vazio existente entre as unidades básicas da ponta da linha e os serviços emergenciais. Isso era (e continua sendo) um problema que levava muitas pessoas a ocupar indevidamente lugares nas filas das emergências, sacrificando muitas vezes a quem precisava de fato, sem conseguir, tal tipo de atendimento. Passada mais de uma década tal modelo está em cheque, pois não é certo que tenha sido capaz de mudar o panorama da demanda às emergências e, pior, tem o risco de fomentar a competição entre tais unidades e a rede de atenção básica, incentivando a clientela destas a procurar um tipo de atendimento que nem de longe seria desejável, pela relativa superficialidade, não adequação tecnológica e descontinuidade dos cuidados.
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