Em breve seremos três milhões e meio no DF. E a nossa Saúde?

A Codeplan divulga que o DF terá 3,4 milhões de habitantes em 2030, ou seja, mais 430 mil em relação ao momento atual. Entre estes, haverá cada vez mais idosos e cada vez menos jovens. Atualmente a população local é de 2,97 milhões. Se em 2010 os idosos representavam 7,6% da população, em 2030 chegarão a 16,6%; já os jovens cairão de 24,7% para 17,5%. São mudanças que seguem uma tendência nacional, e até universal, dado que as famílias estão tendo cada vez menos filhos, ao mesmo tempo em que se vive mais. E a saúde dessa gente? Continue Lendo “Em breve seremos três milhões e meio no DF. E a nossa Saúde?”

Cenários e desafios atuais da Saúde no Brasil, na visão de quem realmente conhece o tema

A OPAS-Brasil acaba de dar à luz uma pesquisa qualitativa que explora as percepções de diferentes atores estratégicos sobre a sustentabilidade do SUS. Os critérios adotados para a amostragem dois entrevistados incluíram o domínio de informações acerca do SUS em termos de sua concepção e operacionalidade, fazendo parte da amostra ex-ministros da saúde, secretários estaduais de saúde, secretários municipais de saúde, membros da academia, dirigentes de hospitais privados e públicos, dirigentes de empresas de planos e seguros de saúde, dentre outros. Foram convidadas 176 pessoas, sendo que 86 responderam. Em suma, a maioria dos entrevistados converge sobre a necessidade de se realizar mudanças no SUS, sem deixar de apontar os riscos de transformações na estrutura e organização do sistema de saúde brasileiro no atual contexto político e econômico vivido pelo país, encarecendo a necessidade de mais diálogo com a sociedade como estratégia para transformar o SUS sem abrir mão do direito à saúde. Continue Lendo “Cenários e desafios atuais da Saúde no Brasil, na visão de quem realmente conhece o tema”

O novo Gestor da SES e as perspectivas para a Saúde no DF

Habemus Secretário! O nome dele é Osnei Okumoto e ele vem do Ministério da Saúde; e antes disso de Mato Grosso do Sul, que não por acaso é a origem do novo Ministro da Saúde também. Sua estampa sorridente de bom moço nissei está nos jornais e não posso deixar de admitir que ela inspira simpatia. Não é difícil, para nós brasileiros, aliás, apreciar os orientais, sejam eles Ono, Kim ou Li. Gente séria e trabalhadora, quase sempre. Pouco ou nada ainda se sabe sobre o recém anunciado Secretário, mas na entrevista que concedeu ao Portal G1 há coisas significativas, algumas positivas, outras nem tanto. Continue Lendo “O novo Gestor da SES e as perspectivas para a Saúde no DF”

Saúde no Brasil em futuro imediato: pintando miséria

O Correio Braziliense me pede – e eu atendo com muita honra – uma entrevista sobre como vejo a evolução da saúde no Brasil nos próximos quatro anos. Imagino que tal prazo diga respeito à duração do mandato do Presidente que uma parte dos brasileiros escolheu para comandar o país. Mas já esclareci ao repórter Octávio Augusto (e faço o mesmo aos leitores) que não tenho como ser otimista. Estou na mesma situação do Príncipe consorte inglês quando indagou a Cândido Portinari se ele não pintava flores. “Só pinto miséria”, foi a resposta de nosso grande artista… Continue Lendo “Saúde no Brasil em futuro imediato: pintando miséria”

O SUS, em seus 30 anos, fez bem para a saúde dos brasileiros?

A resposta a esta pergunta parece óbvia… Apesar de todos os seus problemas, o SUS continua sendo muito mais do que um sistema do qual se poderia dizer apenas que é “melhor do que nada”. Ou que é inferior ao sistema do antigo INAMPS. É muito mais do que isso: o contrário dele, ou sua ausência, seria a barbárie… A este respeito, a OPAS Brasil acaba de lançar a publicação ‘30 anos de SUS – Que SUS para 2030?’, que sintetiza alguns dos maiores conhecimentos e experiências acumuladas no Sistema Único de Saúde (SUS), com perspectiva de contribuir para que o Brasil alcance as metas da Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável. Continue Lendo “O SUS, em seus 30 anos, fez bem para a saúde dos brasileiros?”