Atenção candidatos no DF: saibam como se organiza a Saúde, na palavra de especialistas

As eleições se aproximam e apenas alguns (pré) candidatos anunciam, com clareza mínima. o que pretendem fazer em relação ao nosso combalido sistema de saúde. Rollemberg,, que está no poder, está sendo mais explícito, considerando que podemos imaginar que dará seguimento à sua política de “conversão” para a atenção básica. Fátima Souza, justiça seja feita, tem propostas concretas, também. Jofran Frejat certamente se apegará ao seu passado e defenderá “o mais do mesmo”, ou seja, a repetição do que já fez antes e talvez já tenha sido superado. O General dirá que vai nomear um Coronel para a SES-DF… De olho nos chamados “evangélicos’ (temendo evitar uma generalização indevida) é provável que estes – e os demais candidatos – serão assediados (e gostarão muito disso…) pelos pastores pentecostais, em busca de bons negócios, que lhes acrescentem dividendos aos dízimos… E não me surpreenderá que tal negócio possa incluir a operação de unidades do sistema de saúde através de organizações “sociais” constituídas ad-hoc. Anotem o que estou dizendo. E saibam mais…    Continue Lendo “Atenção candidatos no DF: saibam como se organiza a Saúde, na palavra de especialistas”

“Uberização” na Saúde: panorama no DF e no País

A verdadeira proliferação das chamadas “clínicas populares” é um fenômeno não só do DF, mas do Brasil como um todo. Aqui elas estão mais presentes nas periferias mais do que no Plano Piloto. Isso não deixa de ser um paradoxo, pois supostamente os que podem pagar estão na zona central e não nas periféricas. Mas isso é apenas aparência… No Plano Piloto as pessoas já possuem acesso aos planos privados de saúde, por razões econômicas. Elas já pagam por isso e não atraíram novos interessados comerciais, como as tais clínicas populares (o próprio nome já diz a que vêm). Já nas periferias, quem depende exclusivamente do SUS está procurando um jeito de relativizar tal dependência, nem que seja mediante comprometimento do orçamento doméstico. Confirma-se assim, mais uma vez, o dito bíblico de Mateus: “Pois a quem tem, mais lhe será confiado, e possuirá em abundância. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado” (25:29). Mas as informações disponíveis sobre a verdadeira fuga dos planos de saúde que vem ocorrendo nos últimos tempos indicam que o fenômeno tende a se alastrar, tanto nas áreas mais pobres como na classe média. Seu ímpeto em conquistar o mercado, associado à utilização de tecnologias de informação de alcance geral, têm levado alguns adversários da ideia a caracterizar o fenômeno como uma “uberização” (embora isso possa ser visto também como um aspecto positivo). Continue Lendo ““Uberização” na Saúde: panorama no DF e no País”

Índice de desenvolvimento local: como está o DF?

O IFDM – Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal – é um estudo patrocinado pela Firjan e que acompanha anualmente o desenvolvimento socioeconômico de todos os mais de cinco mil municípios brasileiros em três áreas de atuação: Emprego & renda, Educação e Saúde. Criado em 2008, ele é feito, exclusivamente, com base em estatísticas públicas oficiais, disponibilizadas pelos ministérios do Trabalho, Educação e Saúde. Ele é um indicativo da competência dos governos locais, com foco principal na avaliação de ambientes de negócios, propícios à geração local de emprego e renda, educação infantil e fundamental e atenção básica em saúde. Como a nossa cidade se enquadra nele? É o que veremos a seguir. Continue Lendo “Índice de desenvolvimento local: como está o DF?”

Entorno do DF: uma orquestra de desiguais, sem maestro…

Leio no Correio Braziliense (ver link abaixo) que o Governo Federal sancionou no dia 14/6 lei que agrega mais 12 municípios na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF). Os novos integrantes são: Alto Paraíso, Alvorada do Norte, Barro Alto, Cavalcante, Flores de Goiás, Goianésia, Niquelândia, São João d’Aliança, Simolândia e Vila Propício, todos de Goiás e Arinos e Cabeceira Grande, em Minas Gerais. Os argumentos são os de que os novos membros apresentam uma forte ligação socioeconômica com o DF e assim, através da Ride-DF poderiam melhor desenvolver de ações governamentais e viabilizar soluções para os problemas que necessitam da atuação conjunta, buscando promover uma redução das diferenças socioeconômicas do Entorno. Sempre cabe a dúvida: será isso mesmo? Continue Lendo “Entorno do DF: uma orquestra de desiguais, sem maestro…”

SUS: haja ousadia para mudar!

Todos os que defendem o SUS, como é o meu caso, concordamos que mesmo com todos os seus acertos ele ainda precisa ser melhorado em muitos aspectos. Mas isso é apenas uma meia verdade, pois para um tanto de gente, a simples menção de se cancelar ou reescrever alguns dos dispositivos que regem o sistema causa temor e repulsa, quando nada acusações de heresia e traição aos ideais do SUS. Mas não são poucos os exemplos de dispositivos legais que simplesmente “não pegaram” (como se dizia antigamente da vacina antivariólica) ou simplesmente são inaplicáveis ou não passíveis de regulamentação. Continue Lendo “SUS: haja ousadia para mudar!”