Através da Deputada Arlete Sampaio, que tem divulgado com presteza diária e muita responsabilidade um boletim sobre o andamento da pandemia de coronavirus em nossa cidade, fico sabendo que o DF tem hoje (dia 14 de agosto) 133.166 casos confirmados da doença, praticamente dois mil casos a mais em apenas 24h. As mortes já chegam a 1.935, das quais 30 confirmadas neste mesmo dia. A situação dos leitos de UTI é a seguinte: na rede pública, 749 leitos com respiradores, sendo 492 ocupados (70,39% ); na rede privada, são 281 (89,05% de ocupação). É realmente um momento crítico, concordam não só a Deputada como o próprio Secretário de Saúde do DF, Francisco Araújo, em que pese ter o governo local liberado missas, cultos e outras celebrações religiosas. Cerveja com os amigos também está permitido. Aulas, não. E assim, como não há outro assunto relevante no cenário, resolvi manusear (mas não manipular…) os números disponíveis, buscando, mais uma vez, comparar a situação do DF com a de outras cidades. Sim, porque como venho afirmando aqui, a comparação mais lógica é com cidades (como de fato Brasília é), e não com estados. Tomei algumas capitais, de todas as regiões do país, para fazer tal análise.
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Boas práticas, sérias e responsáveis no controle da atual pandemia existem! Nem tudo é a mixórdia que se vê aqui no DF e em grande parte do país. Em dois posts passados tive a oportunidade de comentar os acertos verificados não só no Uruguai, mas também em diversas localidades brasileiras, como São Caetano do Sul, Belo Horizonte, Pelotas, Lagoa Santa, na cidade de Ceilândia, aqui no DF, além do estado de Mato Grosso do Sul e da Zona Norte da Cidade do Rio. Há muitos outros lugares que estão tomando medidas acertadas como essas, certamente, porque a irresponsabilidade e a insensatez são, felizmente, ingredientes não uniforme e “democraticamente” distribuídos no Brasil. Usando a linguagem bíblica, que alguns apreciam (da boca pra fora) nos dias de hoje, podemos dizer que nem todos os mandatários políticos lavam suas mãos, à moda de Poncio Pilatos, e nem todos, também, traem seus cidadãos, como Judas Iscariotes. Sem esquecer de Herodes, é claro. Já o presidente, como se sabe, faz uma coisa e outra, além de propagandear medicamento ineficaz e perigoso. Mas o que seria fazer a coisa certa na situação pandêmica atual?