A OPAS-Brasil acaba de dar à luz uma pesquisa qualitativa que explora as percepções de diferentes atores estratégicos sobre a sustentabilidade do SUS. Os critérios adotados para a amostragem dois entrevistados incluíram o domínio de informações acerca do SUS em termos de sua concepção e operacionalidade, fazendo parte da amostra ex-ministros da saúde, secretários estaduais de saúde, secretários municipais de saúde, membros da academia, dirigentes de hospitais privados e públicos, dirigentes de empresas de planos e seguros de saúde, dentre outros. Foram convidadas 176 pessoas, sendo que 86 responderam. Em suma, a maioria dos entrevistados converge sobre a necessidade de se realizar mudanças no SUS, sem deixar de apontar os riscos de transformações na estrutura e organização do sistema de saúde brasileiro no atual contexto político e econômico vivido pelo país, encarecendo a necessidade de mais diálogo com a sociedade como estratégia para transformar o SUS sem abrir mão do direito à saúde. Continue Lendo “Cenários e desafios atuais da Saúde no Brasil, na visão de quem realmente conhece o tema”
O SUS, em seus 30 anos, fez bem para a saúde dos brasileiros?
A resposta a esta pergunta parece óbvia… Apesar de todos os seus problemas, o SUS continua sendo muito mais do que um sistema do qual se poderia dizer apenas que é “melhor do que nada”. Ou que é inferior ao sistema do antigo INAMPS. É muito mais do que isso: o contrário dele, ou sua ausência, seria a barbárie… A este respeito, a OPAS Brasil acaba de lançar a publicação ‘30 anos de SUS – Que SUS para 2030?’, que sintetiza alguns dos maiores conhecimentos e experiências acumuladas no Sistema Único de Saúde (SUS), com perspectiva de contribuir para que o Brasil alcance as metas da Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável. Continue Lendo “O SUS, em seus 30 anos, fez bem para a saúde dos brasileiros?”
O SUS que dá certo (também no DF…)
A Secretaria de Estado de Saúde do DF promoveu, em dezembro de 2017, uma grande mostra de experiências em diversos campos das práticas de saúde, realizadas em suas unidades ambulatoriais, hospitalares e complementares, além de instituições parceiras e associadas. Assim, mesmo em tempos de crise, ainda é factível pensar e implementar instrumentos para o aprimoramento dos processos de trabalho na gestão e na atenção à saúde, deixando ainda como marco a valorização e a motivação não só dos servidores em geral, mas também reforçando laços com instituições parceiras e usuários dos serviços de saúde., abrindo caminho para o estímulo, o compartilhamento e a transferência de tecnologias entre os setores e unidades envolvidos. Finalmente agora, em dezembro de 2018, é lançada a versão definitiva do Relatório da Mostra, que pode ser acessado gratuitamente no link ao final. Numa época de descrédito e desvalorização do SUS, como a que vivemos atualmente, nada melhor do que uma notícia dessas para reavivar nossas esperanças em um sistema de saúde cujo oposto é – nunca é demais dizer – a barbárie sanitária. Continue Lendo “O SUS que dá certo (também no DF…)”
SUS 30 anos (mas no DF começou antes…)
O ano de 2018 é marcante para a saúde. Não só o SUS faz 30 anos como a Declaração de Alma Ata, uma de suas fontes inspiradoras, faz 40 e talvez a própria concepção do sistema de saúde da Capital Federal, então em construção, deve estar fazendo 60. Ao mesmo tempo, na saúde do Brasil atual, o tempo fecha no horizonte, com ameaças de cortes maiores ainda de gastos, o novo Ministro da Saúde recém nomeado defendendo a privatização e o próprio presidente eleito afirmando que o dinheiro que se gasta na saúde já é demasiado. Nada é perfeito… Mas tal data sem dúvida merece, se não grande comemoração, pelo menos algumas reflexões. Continue Lendo “SUS 30 anos (mas no DF começou antes…)”
De Alma Ata a Astana
Em 1978, no longínquo Cazaquistão, mais precisamente em uma cidade de lindo nome, Alma-Ata, realizou-se uma conferência internacional, patrocinada pela Organização Mundial da Saúde, tendo como tema a Atenção Primária à Saúde, que no Brasil é mais conhecida como Atenção Básica. Como é de praxe em tais ocasiões, uma declaração formal foi preparada e até hoje é muito comentada em todo o mundo. Nela, em uma dezena de tópicos, se apelou para que os governos, especialmente dos países em desenvolvimento, bem como outras entidades e organizações, se empenhassem em encontrar soluções urgentes para transformar a promoção da saúde como uma das prioridades da nova ordem econômica internacional. O lema de então era: Saúde para todos no ano 2.000. Pois bem, o referido ano já chegou, já se vão quase duas décadas. E aquela generosa “saúde para todos” ainda é, lamentavelmente, apenas “saúde para poucos”. Mas a esperança é a última que morre…
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